Filosofia
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
O dia em que a 'Terra' parou...
NAQUELE DIA, os discos voadores pousaram. Centenas deles, dourados, Silenciosos, descendo do céu como grandes flocos de neve,
E o povo da Terra ficou
Olhando enquanto desciam,
Esperando, boquiabertos, para saber o que nos esperava dentro deles,
E nenhum de nós sabendo se estaríamos aqui amanhã,
Mas você nem notou porque
Aquele dia, o dia em que os discos voadores chegaram, por uma coincidência,
Foi o dia em que os túmulos devolveram seus mortos,
E os zumbis surgiram da terra macia
Ou irromperam, cambaios e de olhos baços, irrefreáveis,
Vindo até nós, os vivos, e nós gritamos e corremos,
Mas você não notou nada disso porque
O dia dos discos, que também foi o dia dos zumbis, foi também
O Ragnarok, e as telas de televisão mostraram
um navio feito de unhas de homens mortos, uma serpente, um lobo,
Todos maiores do que a mente podia conceber,
e o câmera não conseguia
Se afastar o suficiente, então os Deuses surgiram
Mas você não os viu chegando porque
No dia dos discos-zumbis-deuses em guerra
as comportas cederam
E cada um de nós foi engolido por gênios e espíritos
Oferecendo-nos desejos, maravilhas e eternidades
E charme e esperteza e
corações valentes e potes de ouro
Enquanto gigantes funga-fungavam por toda
a terra, e abelhas assassinas,
Mas você nem fazia ideia disso porque
Naque dia, o dia dos discos dia dos zumbis
Dia das fadas e do Ragnarok, o
dia em que vieram os grandes ventos
E nevascas, e as cidades se transformaram em cristal, o dia
Em que os computadores se rebelaram, as telas nos dizendo
que iríamos obedecer, o dia em que
Os anjos, ébrios e confusos, saíram trôpegos dos bares,
E todos os sinos de Londres tocaram, o dia
Em que os animais nos falaram en sírio, o dia do Yeti,
Das capas flutuantes e da chegada
da Máquina do tempo,
Você não notou tudo nada disso porque
estava sentada no seu quarto, sem fazer nada,
nem lendo, nem mesmo isso, só
olhando para o telefone,
imaginando se eu iria ligar.
▬ Neil Gaiman - Livro, Coisas Frágeis 2
E o povo da Terra ficou
Olhando enquanto desciam,
Esperando, boquiabertos, para saber o que nos esperava dentro deles,
E nenhum de nós sabendo se estaríamos aqui amanhã,
Mas você nem notou porque
Aquele dia, o dia em que os discos voadores chegaram, por uma coincidência,
Foi o dia em que os túmulos devolveram seus mortos,
E os zumbis surgiram da terra macia
Ou irromperam, cambaios e de olhos baços, irrefreáveis,
Vindo até nós, os vivos, e nós gritamos e corremos,
Mas você não notou nada disso porque
O dia dos discos, que também foi o dia dos zumbis, foi também
O Ragnarok, e as telas de televisão mostraram
um navio feito de unhas de homens mortos, uma serpente, um lobo,
Todos maiores do que a mente podia conceber,
e o câmera não conseguia
Se afastar o suficiente, então os Deuses surgiram
Mas você não os viu chegando porque
No dia dos discos-zumbis-deuses em guerra
as comportas cederam
E cada um de nós foi engolido por gênios e espíritos
Oferecendo-nos desejos, maravilhas e eternidades
E charme e esperteza e
corações valentes e potes de ouro
Enquanto gigantes funga-fungavam por toda
a terra, e abelhas assassinas,
Mas você nem fazia ideia disso porque
Naque dia, o dia dos discos dia dos zumbis
Dia das fadas e do Ragnarok, o
dia em que vieram os grandes ventos
E nevascas, e as cidades se transformaram em cristal, o dia
Em que os computadores se rebelaram, as telas nos dizendo
que iríamos obedecer, o dia em que
Os anjos, ébrios e confusos, saíram trôpegos dos bares,
E todos os sinos de Londres tocaram, o dia
Em que os animais nos falaram en sírio, o dia do Yeti,
Das capas flutuantes e da chegada
da Máquina do tempo,
Você não notou tudo nada disso porque
estava sentada no seu quarto, sem fazer nada,
nem lendo, nem mesmo isso, só
olhando para o telefone,
imaginando se eu iria ligar.
▬ Neil Gaiman - Livro, Coisas Frágeis 2
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Pão, vinho e poesia! (Desejos - Victor Hugo)
D
|
esejo primeiro que
você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra , com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra , com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Com qual bolsar você vai?
Governos, Federal e Estadual, compromissados no espetáculo do crescimento. Então, para acabar com a fome,a miséria, a pobreza, destruição do meio ambiente, falta de cultura e até mesmo político que passa necessidade, lançam, a cada mês, pacotes de auxílios; Felizmente ou infelizmente, a fiscalização é muito falha, o interessado apenas preenche formulário de análise socioeconômica, o que permite a inserção de pessoas que agem de má fé. Vejamos alguns benefícios:
Bolsa Família: o benefício pode chegar a R$ 306,00 ( com cinco filhos, com família de renda de R$ 70 a R$ 140,00);
Vale-gás: R$ 15,00 por mês para ser usado na compra de gás de cozinha.
Benefício de Prestação Continuada (BPC); destinado aos idosos;
Pronatec: a transferência de renda e cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), no processo de formação o beneficiário, com baixo nível de instrução, recebe para se profissionalizar e talvez entrar no mercado do trabalho, um salário mínimo federal.
Bolsa Verde: O Programa Bolsa Verde faz parte do Plano Brasil sem Miséria e seu nome oficial é Programa de Apoio à Conservação Ambiental, cujo benefício vai para família que mantém o meio ambiente, ou seja, não desmatar, R$ 350,00 por mês.
Auxílio-paletó: benefício aos deputados com alegação de que têm de se manter a postura na assembleia, então, R$ 40 mil por ano, destinado a compra de paletós.
Vale-Cultura: o proletariado pode ir ao cinema, teatro, dança, etc. Pois, agora, pode receber R$ 50,00 destinado para ser usado em cultura. Para eventos culturais, parece até piada!
Auxílio-reclusão: Benefício destinado a prisioneiros, para manter sua família no período de reclusão, até R$ 917,00.
Enquanto isso, o trabalhador, sol a sol, dia após dia, cansado, tem que trabalhar, trabalhar, trabalhar para manter essa quadrilha que se forma.
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